quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Retrato Biográfico:A senhora Dona Hilária

Naqueles serões em que se reunia a pequena e média burguesia e a onde Macário tinha estado num desses serões, em casa da Sr.ª D. Maria da Graça.
Só que desta vez a reunião é em casa de Dona Vilaça e a onde Macário também foi convidado a estar presente. Nela também se encontravam as irmãs Hilária. A mais velha senhora que tinha sido aia da Senhora da Casa da Mina e por isso acompanhava nas festas da alta sociedade, tinha sempre relatos dessas festas para contar a sua história e que todos gostavam de ouvir. Ela era uma senhora de meia-idade com cabelos grisalhos, olhos azuis-claros com uma estatura acima média o seu vestuário deslumbrava perante os presentes nas festas para que era convidada, é uma mulher muito faladora e com uma voz serena quando relatava os acontecimentos que tinha presenciado nas casas da alta burguesia aquando acompanhava a senhora da Casa da Mina.

Foi o caso da primeira reunião em casa da Sr.ª D. Maria da Graça em que ela se apercebe dos olhares que Macário deitava a menina Luísa viu ali um homem apaixonado, conhecendo ela família Vilaça, comentou com sua irmã a pobre sorte do Macário.

Mas neste segundo serão em que Macário é convidado, onde também estava presente Dona Hilária e sua irmã, todos falam uns com os outros mas Macário só tem olhos para Luísa enquanto isso D. Hilária não tira os olhos daquele casal, onde se via um homem a morrer de amores pela sua dama, enquanto falavam Macário rolava com uma moeda de ouro em cima duma mesa Dona Hilária olhava para Macário, cochichando com sua irmã quando se ouve um alarido, pois a moeda que Macário estava ropiando tinha desaparecido pelo regaço de sua dama. Todos procuravam a moeda incluindo o beneficiado (padre) excepto Luísa que erguera para sacudir o seu longo vestido todo bordado, a senhora Hilária mantinha-se em pé sem tirar os olhos daquela donzela, por quem Macário era apaixonado. Todos procuram mas ninguém encontrou a moeda, mas também ninguém a ouviu o tilintar da moeda Dona Hilária com um olhar sereno observava o desfecho deste caso sabendo ela quem tinha ficado com a moeda, mas calou-se não fossem os convidados pensar que ela estava a fazer injurias, e assim terminou este serão pouco afortunado para Macário.

Certo dia foi Dona Hilária à loja do Sr. Francisco e encontrou-se por acaso com ele e contou-lhe que o sobrinho estava apaixonado pela filha de Dona Vilaça, aí o tio de Macário ficou zangado, porque dizia que tanto a filha como a mãe não passavam de umas ” rameiras” e que enquanto o sobrinho estivesses em sua casa ele, não ia deixar que ele casa-se com a menina Luísa. O tio Francisco comentou com Dona Hilária que mulher daquelas não entra na família.

Quando Macário pediu autorização ao tio para casar com a menina Luísa, o tio disse logo com um abanar de cabeça: não! E se mais alguma vez tocasse no assunto podia seguir a vida por conta própria. Macário revoltado com as palavras do tio saiu da casa com um bater de porta.
E tudo isto por causa da intrusa Dona Hilária uma grande bisbilhoteira.

No dia seguinte, depois de andar toda a noite na rambóia lá para os lados do Terreiro do Paço, Macário volta aos armazéns do tio Francisco e encontra D.ª Hilária a falar com ele e aí apercebe-se como o tio soube do romance que tinha com a menina Luísa. Começou a discutir com a senhora Dona Hilária e o tio, perante as ofensas do sobrinho, manda-o pedir desculpas o que Macário recusa. O tio, como pessoa de bem e conhecido como pessoa de respeito, manda Macário arrumar as seus pertences e sair de sua casa porque tinha manchado a sua honra. Dona Hilária pede ao tio Francisco que não faça isso “ É o seu sobrinho, é do seu sangue e talvez o único familiar que tem”. “É sim! É sim! Mas tem que aprender a respeitar os outros.”, respondeu-lhe o tio. Nisto Macário saí com uma mala tipo baú e a senhora Hilária pede-lhe que fique um pouco mais, pois quer falar-lhe porque há um mal entendido, mas ele não a quer ouvir e caminha em direcção à rua da Madalena onde mora o seu amigo Felisberto, homem este, que andava sempre com chapéu de palha na cabeça. Enquanto isso o senhor Francisco convidava D.ª Hilária para tomar um chá em sua casa o que ela generosamente aceita e muito conversaram, marcando um novo encontro para um passeio ao Dafundo.

Passados alguns meses, a senhora Hilária encontra Macário com a roupa que vestia um pouco suja e amarrotada e vai em direcção dele e procura-lhe o que tem feito para andar assim naquele estado e ele responde-lhe que não tem onde dormir nem que comer e já não tem dinheiro. Já tinha estado em Cabo-Verde onde arranjou fortuna e essa mesma fortuna se gastou para pagar dívidas do amigo de quem ele tinha sido fiador e que estava de casamento marcado com a menina Luísa, mas não sabia o que fazer.

Dona Hilária comenta que seu tio Francisco anda muito triste e abatido desde que ele saiu de casa e recomenda-lhe que vá lhe falar, pois um moço de família não pode andar naquela situação e que seu tio tinha muito orgulho dele porque todos os comerciantes lhe falavam que o seu sobrinho era um homem com honra na palavra. Macário pede desculpa a Dona Hilária pelo passado e que ficava muito feliz se o pudesse acompanhar a casa de seu tio pois seria uma honra para ele e assim seu tio via que já não havia mal entendidos.

Dona Hilária comenta com Macário que, depois de ele se ter ido embora, ela e seu tio tinham ido a vários serões juntos e que ele a pediu em casamento. Macário não disse nada durante o caminho em que acompanhou a senhora até casa de seu tio. Quando chegaram estava o senhor Francisco à porta do armazém, assim que os avistou andou em passos largos ao seu encontro fazendo uma vénia à senhora Hilária e com lágrimas nos olhos abraçou Macário com muita ternura, convidando-o a ocupar o lugar que sempre fora dele, ao que Macário acedeu e perguntando ao tio para quando era o seu casamento.
--Quem te disse que eu ia casar? --Perguntou o tio.
--A sua noiva!
--É verdade e já tenho a data, que será no dia da Nação, 10 de Junho, dia de Camões.

Dona Hilária com um sorriso envergonhado aceitou o casamento desde que Macário fosse o padrinho, o que foi logo afirmativo. Assim uma solteirona e bisbilhoteira acaba por casar com o Sr. Francisco, homem de negócios da Baixa de Lisboa. O casamento fez-se na igreja da Sé, no dia 10 de Junho de 1889.


Casamento de Dona Hilária com o Senhor Francisco



Joaquim Pereira
C.L.C. UC 7 Novembro de 2008

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Terra: um Planeta muito Especial

Há vida noutros Planetas?

Num universo, somente na Via Láctea, existem 180 mil sistemas solares idênticos ao nosso. Não existe vid a em nenhum deles? Esta é pergunta que todos nós fazemos, cientificamente nada se pode afirmar.
Segundo uma maioria de cientistas, o único planeta que tem condições de vida é o planeta Terra. Derivado ao afastamento do sol, o que nos dá uma temperatura amena para a existência de água. o líquido mais precioso para a vida, já que nos outros planetas principalmente ,aqueles que estão mais perto do sol é impossível ter água, devido às elevadas temperaturas.

Os que estão para além da terra no mesmo Sistema Solar, também é impossível ter água em estado líquido, devido às baixas temperaturas.

O afastamento da terra perante o sol, faz com que as radiações ultravioletas não atinjam a terra na sua máxima força, pois também elas são filtradas pela camada de ozono, se não fossem filtradas não haveria vida no planeta Terra.

Como já disse a existência de água na Terra no estado líquido é vital para os seres vivos, coisa que ao que parece não existe noutros plan
etas.

Também temos uma atmosfera com oxigénio e dióxido de carbono que é
uma das mais importantes substâncias para a vida, que através das plantas verdes se faz a fotossíntese e daí se liberta o oxigénio necessário a respiração dos seres vivos.












sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Reflexão: Sobre consequências da Modernidade



A descontextualização dos sistemas sociais nas últimas décadas veio alterar o mundo em virtude das características da modernidade.



Derivado às características da modernidade cada vez mais dependemos dos sistemas periciais em diversas áreas. A sociedade cada vez mais precisa de planear metas para um futuro e ter uma visão global sobre esse mesmo futuro.



Senão vejamos a produção desnecessária, que existe com a modernidade, está separada do consumo, porque o único objectivo das empresas é maximizar os seus lucros. O excesso de produção deu origem ao desemprego e há procura de novos meios de vida das famílias, entre elas a deslocação para outras cidades ou mesmo para outros países.



Devido a essa modernidade sem fim, existe uma desigualdade de direitos universais ao invés dos próprios princípios de justiça em que se baseiam as sociedades modernas. Exemplo disso é a fome que existe no mundo e principalmente nos países ditos de terceiro mundo, onde há famílias que não chegam a ter um euro para comprar alimentos e tentam a fuga para uma emigração clandestina que muitas vezes não tem regresso. Enquanto isso há nações que exploram a riqueza nesses países, que pertence a essa gente, mas a lei imposta pelas armas nestas últimas décadas, faz com haja mais pobreza nesses países, o que levará esses povos a seguirem os fundamentalismos religiosos.



Também um aspecto da modernidade é o aquecimento do planeta em que os cientistas alertam, para uma possível catástrofe ecológica assim como o senador Al-Gore nas suas conferências pelo mundo inteiro tem alertado, mas os sistemas políticos de muitas nações tentam esconder, dizendo que não é verdade e até os cientistas têm dúvidas desse aquecimento.



A verdade da modernidade é que o poder político e as grandes fortunas dominam o universo, indepentemente dos lugares e do tempo, porque criaram mecanismos que lhes permitem o exercício do poder de forma descontextualizada.

Joaquim Pereira

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Código Deontológico dos Médicos




Questionário:

1º-Explique o que é um Código Deontológico.
Um código Deontológico, é um conjunto de regras e éticas que estabelece a forma de orientação de uma determinada classe profissional.

2º-Indentifique quem elabora o Código Deontológico dos Médicos.
Quem elabora o Código Deontológico dos Médicos é o concelho Nacional da Ordem dos Médicos.

3º-Diga se concorda com o conteúdo do artigo 5º justifique.
Não concordamos porque, em caso de negligência médica deveriam ser julgados num tribunal de primeira estância.

4º-Enuncie os principais deveres dos médicos consignados no excerto do Capitulo II do Código Deontológico.
Exercer a sua profissão com respeito pelos doentes e da comunidade, sendo esta actividade sem fins lucrativos. Não descriminando ninguém e deve prestar auxílio a qualquer que necessite de assistência independentemente da sua formação especifica ou especialidade.

5º-Refira que obrigação impõe o Art.26º aos médicos.
O médico tem o dever de tratar o doente prestando-lhe os melhores cuidados possíveis suavizando o seu sofrimento, prolongando-lhe a vida com respeito e dignidade a que o ser humano tem direito.

6º-Emita a sua opinião sobre o Art.30º
O médico tem o direito de não praticar qualquer acto que vá contra a sua consciência, moral, religiosa ou humanitária, mas deve sempre recomendar outro colega para prestar essa assistência.

7º-Explique se o nosso Serviço Nacional de Saúde respeita os Art.31º e 34º do Código.
Não. No que respeita aos artigos 31º e 34º o doente tem esse direito, mas na prática não acontece.

8º-Explicite a posição do Código quando à revelação dos prognósticos fatais aos doentes (Artº40º).
No artigo 40º. Nestes casos o médico pode ou não revelar ao doente qual a gravidade do seu estado. Se não esta informação pode ser revelada a um familiar mais próximo. Ou a alguém que o doente tenha indicado.

9º-Emita a sua opinião sobre este assunto.
No grupo há opiniões diferentes. Uns dizem que o doente deve saber o seu diagnóstico outros dizem que não.

10º-Refira que imposição faz o Art.44º aos médicos.
O médico é obrigado a denunciar às autoridades policiais ou às instâncias sociais caso verifique que há indícios de maus tratos ou outros abusos.

11º-Analisando os Artigos 47º; 49º e 50º enuncie:
a) A posição do Código perante o Aborto e Eutanásia.
O código não permite o aborto nem eutanásia, salvo casos especiais. O médico deve guardar respeito pela vida humana desde o seu inicio
b) As situações de excepção que admite.
O médico tem o dever de poupar o sofrimento inútil ao doente, pois este tem o direito a uma morte digna conforme a sua condição de ser humano.
Nos casos de aborto só se houver perigo de vida para a mãe e em caso de deficiência física para o feto, ou em caso de violação.

12º-Descreva que posição tem o Código face:
(Art.51º e Art.52º).
a)Transplantação com remoção de órgãos

Em relação à transplantação de remoção de órgãos a lei diz, que a verificação da morte deve ser feita por dois ou mais médicos, e no dador vivo deve ser-lhe retirado sem causar sofrimento, nem qualquer risco para a vida, nestes casos estão excluídos os deficientes mentais e menores.

b)Transexualidade e Manipulação Genética.

É proibida a cirurgia excepto em casos clínicos com diagnóstico comprovado. É proibido a manipulação genética do ser humano.

13º- Justifique a inclusão do Art.58º neste Código.
No caso de um presidiário o médico deve tratá-lo seja qual for o crime que tenha cometido. Não pode recusar-lhe medicamentos e não para a prática de torturas caso tenha conhecimento da mesma deve denunciar às autoridades.

14º-Explique a interligação entre os Artigos 64º;65º; e 66º.
Em doentes com doenças incuráveis e em face terminal, o ensaio de fármacos nesses doentes, devem apresentar probabilidades de ser útil ao doente sem lhe impor qualquer tipo de sofrimento e encargos desnecessários à sua saúde. O médico responsável não pode ter benefícios económicos. É proibida a investigação que possa prejudicar a vida psíquica, moral ou atentar contra a sua dignidade e integridade.

15º-Explicite a posição da Ordem dos Médicos em relação ao segredo profissional (Artigos 68º;69; e 73).
Fica proibido aos médicos de enviar doentes para fins de diagnóstico a entidade não vinculada a sigilo profissional médico sem que tenha o consentimento expresso e que não implique a revelar o segredo.
Os directores, chefes de serviço e médicos assistentes do doente são obrigados a guardar segredo profissional quer a título individual ou colectivo dos médicos e serviços. Todas as informações deontológicas ficam vedadas a entidades públicas ou privadas.

16º-Relacione o conteúdo do Art.81º com o exercício da medicina privada em Portugal.
O médico não deve cobrar os seus honorários conforme a gravidade da doença e as poses do doente, bem como da região onde vive. “ Não deve fazer o trabalho de mercenário”

17º-Emite a sua opinião sobre o cumprimento do Art.88º.
O médico não deve cobrar comissões ou gratificações pelos serviços prestados, também não pode aceitar quais queres ofertas de entidades comerciais, ligadas à saúde, no entanto é-lhe autorizado a partilhar os honorários, referentes a trabalho de grupo médico dos serviços prestados nas intervenções no âmbito de medicina de grupo.

18º-Elabore uma lista dos deveres sanitários a que os médicos estão obrigados (Art.93º)
1) Em caso de doenças contagiosas, o médico é obrigado a avisar as respectivas autoridades sanitárias.

2) O médico deve certificar-se do óbito, passar a respectiva certidão e mencionar qual a causa da morte.

3) O médico deve participar todos os casos de falecimento.

4) Informar o mais rapidamente possível as autoridades sanitárias das doenças contagiosas que sejam graves e de fácil contágio, bem como as mortes causadas por essa doença, o que nestes casos não fica obrigado a passar a certidão de óbito.

5) Em caso de epidemia havendo um óbito o médico deve isolar o local onde se encontra o cadáver, caso as autoridades sanitárias não estejam presentes.

6) O médico tem de fazer uma profilaxia em caso de epidemia.

7) O médico tem de colaborar com as autoridades evitando que o uso de drogas.

8) O médico tem de informar as autoridades sanitárias em caso de doença contagiosa, e tomar as devidas precauções a fim de evitar sua propagação a terceiros.

9) O médico é obrigado a obedecer sem ir contra à normas deontológicas.



Joaquim Pereira
C.P. UC 4

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Entrevista:

Entrevista:
Sobre uma autobiografia ou o diário

Perguntas:
1ª- Já leu alguma autobiografia? Qual?
2ª- Já alguma vez fez a sua autobiografia ou um diário?
3ª - Como define uma pessoa que faz a sua autobiografia?
4ª- Já leu o diário de Anna Frank? Pensa que era capaz de fazer um diário como o dela, naquela situação?

Entrevistados

Teresinha Rocha - 56 anos de idade
Aluna dos cursos E.F.A.

1ª- Sim. Eça de Queirós
2ª- Sim
3ª- É um Processo da nossa vida
4ª- Não

Pedro Esteves - 30 anos de idade
Aluno dos cursos E.F.A.

1ª- Sim. (Alexandre O’Neill e Bocage para estudo)
2ª- Não
3ª- Mostra a sua personalidade como pessoa
4ª- Sim (já li) Não (não escrevia)

António Rosa
Prof. area de Pra
Mediador da turma G1

1ª- Sim. Várias.
2ª- Sim. Parcialmente
3ª- É um parar para pensar e deflectir
4ª- Sim (já li) Não (não escrevia)

Paula Povoa-26 anos de idade
Prof. (S.T.C.)

1ª- Sim. Anna Frank
2ª- Sim.
3ª- É uma auto expressão de mostrar os sentimentos
4ª- Sim (já li) Não (não escrevia)

Salvador Durão-54 anos de idade
Prof.(C.P.)

1ª- Sim. Várias.
2ª- Sim.
3ª- É um auto-retrato da pessoa
4ª- Sim (já li) Não (não escrevia)

Conclusão:
Da entrevista sobre autobiografia ou diário

Responderam.
Já leu alguma autobiografia?
100% sim
Já alguma vez fez a sua autobiografia?
80% sim
20% não
Como define uma pessoa que faz a sua autobiografia?
Todos deram respostas variadas

É um Processo da nossa vida
Mostra a sua personalidade como pessoa
É um parar para pensar e deflectir
É uma auto expressão de mostrar os sentimentos
É um auto-retrato da pessoa

Pergunta: Já leu o diário de Anna Frank? 80% Respondeu sim 20% não
Pensa que era capaz de fazer um diário como o dela, naquela situação? 100% Respondeu não

Joaquim Pereira
UC 7 Outubro de 2008

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Xenofobia e Etnocentrismo



“A criatividade só pode ter origem na diferença...”

Pergunta h)

Etnocentrismo é uma atitude na qual a visão ou avaliação de um grupo social, será sempre baseada nos valores adoptados pelo seu grupo, como referência, como padrão, preconceituosa.

Basicamente, encontramos em tal posicionamento um grupo étnico considerar-se como superior a outro.
A tendência do homem na sociedade é de repudiar ou negar tudo que lhe é diferente ou não está de acordo com suas tendências, costume e hábitos.

Xenofobia quer dizer aversão a outras raças e culturas. Muitas vezes é característica de um nacionalismo excessivo.

A xenofobia é um medo intensivo, descontrolado e desmedido em relação a pessoas ou grupos diferentes, com as quais nós habitualmente não contactamos.


Pergunta J)


Os direitos humanos podem ser entendidos como um conjunto de valores consagrados em instrumentos jurídicos internacionais ou nacionais “Destinados a fazer respeitar e concretizar as condições de vida que possibilitem a todo ser humano manter e desenvolver suas qualidades peculiares de inteligência, dignidade e consciência, e permitir a satisfação de suas necessidades materiais e espirituais”

Joaquim Pereira
C.P. U.C. 7
15 de Outubro de 2008

sábado, 18 de outubro de 2008

Caixa de Pandora



Caixa de Pandora

A caixa de Pandora é uma expressão muito utilizada quando se quer fazer referência a algo que gera curiosidade, mas que é melhor não ser revelado ou estudado, sob pena de se vir a mostrar algo terrível, que possa fugir de controlo. Esta expressão vem do mito grego, que conta sobre a caixa que foi enviada com Pandora a Epimeteu.
Pandora foi enviada a Epimeteu, irmão de Prometeu, como um presente de Zeus. Prometeu, antes de ser condenado a ficar 30.000 anos acorrentado no Monte Cáucaso, tendo seu fígado comido pelo abutre Éton todos os dias, alertou o irmão quanto ao perigo de se aceitar presentes de Zeus.
Epimeteu, no entanto, ignorou a advertência do irmão e aceitou o presente do rei dos deuses, tomando Pandora como esposa. Pandora trouxe uma caixa (uma jarra ou ânfora, de acordo com diferentes traduções), enviada por Zeus em sua bagagem. Epimeteu acabou abrindo a caixa, e liberando os males que haveriam de afligir a humanidade dali em diante: a velhice, o trabalho, a doença, a loucura, a mentira e a paixão. No fundo da caixa, restou a Esperança (ou segundo algumas interpretações, a Crença irracional ou Credulidade). Com os males liberados da caixa, teve fim a idade de ouro da humanidade

Mito

Na mitologia grega, Pandora ("a que possui todos os dons", ou "a que é o dom de todos os deuses") foi a primeira mulher, criada por Zeus como punição aos homens pela ousadia do titã Prometeu em roubar aos céus o segredo do fogo.

Origem

Pandora era a filha primogénita de Zeus que, aos 9 anos de idade, recebeu de presente de seu pai o colar usado por Prometeu que foi retirado dele ao pagar a sua pena por roubar o fogo dos deuses. Pandora, então, arranjou uma caixa para pôr seu colar, a mesma caixa em que ela guardou a sua mente e as lembranças de seu primeiro namorado, cujo nome era Narciso. A caixa podia apenas guardar bens de todo o tipo, com exceção de bens materiais. Como o colar era um bem material, ele se auto-destruiu. Para Pandora o colar tinha valor sentimental, o que a fez chorar por muitos dias seguidos sem parar. Como a caixa guardava lembranças com a intenção de sempre recordar-las ao "dono", Pandora sempre se sentia triste. Tentou destruir a caixa para ver se ela se esquecia do fato, mas não funcionou, a caixa era fruto de um grande feitiço, que a impedia de ser destruída. Pandora então, aos 36 anos, se matou. Não aguentou

Interpretação

Pode-se perguntar quanto ao sentido desta lenda: por que uma caixa, ou jarra, contendo todos os males da humanidade conteria também a Esperança? Na Ilíada, Homero conta que, na mansão de Zeus, haveria duas jarras, uma que guardaria os bens, outra os males. A Teogonia de Hesíodo não as menciona, contentando-se em dizer que sem a mulher, a vida do homem não é viável, e com ela, mais segura. Hesíodo descreve Pandora como um "mal belo"
A razão da presença da Esperança com os males deve ser procurada através de uma tradução mais acurada do texto grego. A palavra em grego é ἐλπίς/elpís, que é definida como a espera de alguma coisa; pode ser traduzida como esperança, mas essa tradução seguramente é arbitrária. Uma tradução melhor poderia ser "antecipação", ou até o temor irracional. Graças ao fechamento por Pandora da jarra no momento certo, os homens sofreriam somente dos males, mas não o conhecimento antecipado deles, o que provavelmente seria pior.
Ele não viveria o temor perpétuo dos males por vir, tornando suas vidas possíveis. Prometeu se felicita assim de ter livrado os homens da obsessão com a própria morte. Uma outra interpretação ainda sugere que este último mal é o de conhecer a hora de sua própria morte e a depressão que se seguiria por faltar a esperança.
A mentalidade politeísta vê Pandora como a que deu ao homem a possibilidade de se aperfeiçoar através das provas e da adversidade (o que os monoteístas chamam de males). Ela lhe dá assim a força de enfrentar estas provas com a Esperança. Na filosofia pagã, Pandora não é a fonte do mal; ela é a fonte da força, da dignidade e da beleza, portanto, sem adversidade o ser humano não poderia melhorar.



Joaquim Pereira http://pt.wikipedia.org/wiki/Pandora